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por Amadeu Duarte
canto_cotovia (at) hotmail.com
Elias representa uma voz que se presta ao esclarecimento do indivíduo numa época conturbada como aquela em que vivemos, caracterizada por todo o tipo de adversidades e desafios inéditos e propõe um esclarecimento que só terá encontrado par nos tempos das pregações originais dos profetas bíblicos, cujo teor se perdeu por força da interpretação mais ou menos gratuita e das distorções impostas pelos séculos, que resultaram em grande medida no dogma, apesar de se manter actualizada e intemporal.
Um esclarecimento que se desdobra numa exposição que não é passível de se encontrar em mais nenhuma parte desta forma isenta e clara, e que visa uma abordagem de nós próprios e do mundo e da realidade mais consciente e responsável, que tenha base não tanto num auto-questionamento como no questionamento dos fundamentos do que constitui um estorvo para o indivíduo, mais do que uma garantia, por assentar nos pilares frágeis das crenças e fundamentos convencionados pelas massas, um esclarecimento que se acha imbuído do propósito primordial de nos fortalecer as bases correctas da edificação do sentido e dos nossos destinos, encorajando, como o faz, a compreensão das abordagens e das atitudes a que recorremos para tal fim.
A sua “mensagem”, os seus ensinamentos apelam para uma expansão da consciência que passa pela análise clara e inequívoca dos meandros da complexidade e do significado de toda a acção que nos limita, ao invés de o fazer com base na luta contras as correntes dominantes, por tal atitude comportar a negação mais evidente das liberdades e dos desejos mais caros ao crescimento pessoal, e assentar na contradição.
Difíceis são os tempos que vivemos, por razões que se prendem com o peso que os velhos conceitos exercem sobre o indivíduo, o peso propagandístico dos meios de informação que, como nunca, servem aqueles que continuam a contribuir para a separação, para a mentira, mas também tempos em que os homens estão igualmente a despertar e consequentemente a negar o significado e os malefícios, por exemplo, da guerra, da centralização das diversas formas de poder e estão a questionar isso como jamais antes o terão feito. Tempos de esperança, portanto, e de acalento de novos paradigmas, que indiscutivelmente terão que passar por uma acentuação do questionamento do “velho” para poderem singrar por intermédio das alternativas. Tempos que exigem coragem e consciência, acima de tudo.
Acreditando que esta partilha pode representar uma mais valia para quantos se achem suficientemente dispostos a acolhe-la, voto-me à imensa tarefa de proporcionar a tradução de pontos essenciais que contribuam para um salto qualitativo no campo da realização dessa mudança de consciência, em moldes duma certa elegância pela eliminação do esforço e do conflito.
Porque elegi, exactamente, Elias como representante dessa possibilidade? Bom, especialmente por constituir uma fonte de informação que se preocupa por traçar todo um mapa da consciência que mais parece adequar-se à nossa demanda do momento, que de tão profundas e irrevogáveis alterações se faz, e fazer isso precisamente com o cuidado que tal empresa requer, de dispensar uma informação dotada dum mínimo de deturpação possível. Exactamente por isso - e não porque denuncie qualquer carácter sectário, de exclusividade ou de autoridade - o Material de Elias parece constituir-se numa súmula de variadas correntes por entre as mais dignas e fiáveis que se enquadram no perfil que tracei, aventurando-se mesmo além dos limites do conhecido para tocar a fímbria do sagrado, de um modo que mais nos enriquece e se revela indulgente para com o que, em boa verdade, vem a corresponder à natureza mais vasta da nossa sede de conhecimento da essência, fazendo-o com a categórica firmeza que o caracteriza, sem revelar o menor espírito de incoerência!
Elias endereça-nos justamente para a compreensão de que a nossa liberdade reside precisamente na proporção do interesse com que nos empenhamos na compreensão das causas, decisões, opções, expectativas e convicções que nutrimos com base nas suposições que alimentamos e por que nos aferimos e nos quais fomos condicionados – o que, se por um lado não constitui propriamente uma novidade, por outro se apresenta neste fórum de uma forma completamente original e não menos sucinta, primando por uma abordagem personalizada (cada indivíduo constitui um caso único) e sumamente exacta dos factores que respondem pelo significado do que traduzimos, em grande parte de forma inconsciente, agarrados aos paradigmas que radicam na repetição de “velhos modelos” de avaliação e orientação que mais não parecem servir por terem dado prova suficiente do que valem.
Depois, por estabelecer, com uma grande profusão, o que, por assim dizer, se assemelhará a um quadro de factores que indiciam todo um “processo” (gosto pouco do termo “método” por conduzir a noções deturpadas) que circunscreve uma acção estritamente não-linear, dotado que é duma eficácia invariável na manifesta activação de certos pontos-chave da transformação, e que abrange um conjunto de considerações - porventura menos usuais mas nem por isso menos acessíveis – tais como a incorporação da percepção e da identificação das crenças, das disposições e das atitudes que se acham na raiz dos problemas, por meio de um reconhecimento assente numa clareza abrangente (que possibilita que o que permanece inconsciente se torne consciente) acrescido da faculdade de dirigirmos a nossa atenção para essas causas de forma a reduzirmos o conflito e ansiedade ,que por sua vez tendem a toldar a percepção e a pavimentar os corredores da infelicidade e da confusão, da desvalorização pessoal, do juízo de valor, das noções limitativas da preferência e da opinião – possibilitando desse modo um incremento da liberdade e duma mais efectiva aceitação de nós próprios, o que constitui como que a Chave d’Ouro do processo de realização pessoal.
Por outras palavras, aponta-nos o facto de não existirem, num universo em que tudo se revela relativo ao observador, absolutos por que possamos estabelecer quadros de sentido pejorativo e induz-nos à compreensão de que, se não gostamos da vida que levamos nem do mundo com que nos deparamos, ao invés de reagirmos de forma condicionada e automática (o que tende a reforçar o ciclo em que isso se nos apresenta) devemos endereçar a atenção para a compreensão das inclinações, propósitos, intenções e expectativas que abrigamos e das noções que alimentamos sobre nós próprios, num afã de crescimento a partir de dentro, que não passa pela culpabilização nem é atribuível ao acaso nem à desordem do mesmo modo que a outros factores igualmente inconsequentes.
Elias é bastante peremptório ao afirmar que somos, nós próprios, os únicos responsáveis por toda a diferença na criação do que almejamos, diferença essa que se perfila acima de tudo pelo sentido de valor que pretendemos alcançar ou realizar com os actos que promovemos. Isto pode, repito, soar algo deslocado do “fundo” cultural que nos foi incutido pela educação em que nos encontramos condicionados, todavia Elias comprova o que refere por meio de análises exaustivas dos factores que denuncia nas exposições que tem ocasião de fazer junto de cada inquiridor que o aborda com o propósito de encontrar uma luz de entendimento imparcial e isenta para a compreensão da sua condição e alívio do seu sofrimento.
Realça frequentemente a importância do indivíduo e do livre-arbítrio como peças-chave na compreensão e aceitação de si próprio e fá-lo, conforme já referi, à semelhança de um Buda ou de um Cristo, para quem o verdadeiro objectivo da realização passava, antes de mais e sobretudo, pelo sujeito, como condição Sine Qua Non da aceitação dos demais e do mundo. Do mesmo modo não deixa de enfatizar que a escolha e a acção devem repousar desde logo na atenção, factor que eleva à condição do mais elevado potencial no que toca à implementação dos patamares duma consciência em relação aos propósitos e às orientações requeridas para responder aos desafios de forma elegante e isenta de conflito, e refere-se à função que as impressões, a imaginação, a intuição e a criatividade em geral assumem na realização desse sentido de valor.
No exercício de tradução livre das transcrições que aqui apresento tenho a preocupação de preservar o sentido original, e de procurar respeitar o sentido literal tanto quanto possível, permitindo desse modo uma menor possibilidade de deturpação das ideias expressas com um rigor que procuro que seja efectivo, não obstante a dificuldade manifesta em certas passagens que se apresentam duma enorme exigência.
Introdução de Vicki
Em primeiro lugar, gostaria de agradecer ao Gerhard pela iniciativa que teve ao criar este site na Internet. Ele constitui uma fonte excelente do Material de Elias para quantos desejem obter acesso às transcrições completas.
O meu nome é Vicky. Tenho vindo a transcrever estas sessões desde que tiveram início, em Abril de 1995. Já não dactilografava desde o secundário e jamais tinha utilizado um processador de texto nem tampouco um computador; na verdade jamais tinha transcrito coisa alguma. Tive que actualizar a minha aprendizagem quanto à pontuação do mesmo modo que com relação aos padrões de expressão que o Elias utiliza. Por tal razão as transcrições não são perfeitas. No entanto, elas constituem uma apresentação exacta das palavras de Elias, na sua maior parte.
Toda esta informação é-nos dispensada por intermédio duma mulher chamada Mary. Quando estas sessões começaram a ocorrer Mary não tinha muita consciência quanto ao fenómeno da chamada “canalização”, ou o que Elias chama de um “Intercâmbio de Energias da Essência”. Apesar disso, Mary atirou-se à causa de pés juntos e em seis anos criou um registo de 900 sessões, a maioria das quais com uma duração de 1 ou 2 horas. Em resultado disso muita informação foi distribuída relativa à natureza da realidade material - bem como imaterial - a qual, a despeito de poder ser, em parte, controversa, ainda assim gostaríamos de oferecer no seu todo, àqueles de entre vós que estiverem interessados.
Com respeito a Elias, ele designa-se a si mesmo como uma “Energia da Essência da Personalidade” mas nós tratámo-lo afectuosamente por “o morto”. Não tenho a certeza absoluta sobre aquilo que Elias seja, porém, ele tornou-se num excelente amigo que revela paciência diante das faltas, é bem-apessoado e possui um enorme sentido de humor!
Este material afectou-me tremendamente. Gostaria de aproveitar esta oportunidade para agradecer à Mary por todo o seu empenho continuado, apesar das dificuldades – e até mesmo mais por isso – a despeito de não ter a menor pista sobre que diabo é que ela faz. Nem sempre foi fácil, contudo jamais foi enfadonho! Obrigado Mary.
Elias definiu nesta interacção a intenção de dispensar informação destinada a evitar o trauma decorrente desta mudança global de consciência que está presentemente a decorrer. A maioria dessa informação foi dispensada em reuniões de grupo, o que possibilitou uma ampla oportunidade para os participantes formularem perguntas, coisa que o próprio Elias sempre encorajou. Também há as sessões privadas, a maioria das quais se acham disponíveis aqui. Estas sessões estão continuamente a ocorrer e as suas transcrições são aqui disponibilizadas na medida em que vão sendo concluídas. Para aqueles que desejarem obter uma perspectiva global, recomendo a sessão # 185, a sessão # 270, a sessão # 284, a sessão # 345, e a sessão # 488.
Aqueles que desejarem ser incluídos na lista postal das transcrições, por favor, enviem um e-mail ao Bobbi. Aqueles que desejarem informação relativa a registos audio, por favor, enviem um e-mail ao Ron a pedir informação.
Elias deu instruções no sentido de sublinharmos certas palavras e tais directrizes são respeitadas no texto. Nem todas, por entre todas as que foram sublinhadas, foram sugeridas por Elias, tendo ao invés brotado da decisão pessoal de realçar - com base primordialmente nas entoações verbais usadas - a fim de reduzirmos a confusão que se pudesse originar com isso. Actualmente raramente sublinho qualquer palavra; em lugar disso recorro às maiúsculas a fim de indicar a ênfase que Elias pretende.
Elias usa terminologia específica por razões igualmente específicas. Achamo-nos no momento a trabalhar num glossário que, assim que se achar concluído, será apresentado. Por ora notem que quando Elias faz uso do termo “Foco” ele se refere àquilo que geralmente chamamos “Uma Vida” ou “Encarnação”. Do mesmo modo, por “Objectivo” Elias refere a consciência do nosso estado de vigília, ao passo que por “Subjectivo” pretende reportar-se ao que chamamos de nosso “Subconsciente”. Estes são três termos que utiliza com bastante frequência.
Gostaria de encorajar cada um a partilhar as suas experiências porquanto julgo que temos muito a aprender uns com os outros.
Quanto a sugestões, toda e qualquer uma que proceda da vossa parte será mais que bem-vinda. Além disso, se ao explorarem este sítio descobrirem erros mais grosseiros, por favor, transmitam-nos ao Gerhard.
Existe todo um acervo de material a ser acedido aqui. Pessoalmente, sinto que esta informação valerá pelo que é durante um longo período de tempo, sendo desse modo capaz de prover bastante auxílio a todos.
Boa leitura!
Com afecto, Vic.
S.: Vicky faleceu no dia 6 de Dezembro de 2001. Talvez constitua uma forma de apego da nossa parte mas gostaríamos que as suas palavras figurassem aqui. Além disso, qualquer sugestão vinda da vossa parte será bem-vinda. Por favor, contactem quer o Boby quer a Lynda, que se encarregam das transcrições.
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